“Climate change mitigation practices in Porto’s Atlantic-front municipalities: A comparative analysis”, um artigo com co-autoria do Prof. Leonardo Costa

Pela sua pertinência, divulga-se um artigo com co-autoria do Prof. Leonardo Costa, Associado da ACEC e Professor da Universidade Católica Portuguesa, e intitulado “Climate change mitigation practices in Porto’s Atlantic-front municipalities: A comparative analysis”, publicado recentemente na revista Urban Climate da Elsevier.

Abaixo, transcreve-se o resumo em Inglês e traduzido para Português:
EN: “This research identifies climate change mitigation practices in Porto’s Atlantic Front (FAP) municipalities in Portugal – Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia – comparing them across the three and against those of leading international cities in climate change mitigation. The benchmark comprised 55 leading European and North American cities, whose mitigation practices were coded into five common domains (Urban Planning, Buildings & Energy, Mobility, Waste, and Water & Sewage). Alignment was assessed qualitatively by mapping FAP practices onto this scheme, with detailed analysis of the two highest-emitting sectors, Buildings & Energy and Mobility. The analysis was set within Portugal’s multi-level governance structures for climate action. The study adopted a case-study approach, combining interviews with key political figures (one per municipality) and three expert focus groups in Governance, Buildings & Energy, and Mobility. This was complemented by information drawn from the literature and relevant documentary sources, including the quantitative Municipal Sustainability Index (ISM). All information was triangulated to validate the findings. All municipalities are actively committed to mitigation, with priority actions that align closely with those of the benchmarked cities. Porto is the most proactive and ambitious of the three municipalities. Progress is hampered by a lack of financial resources, data, and impact-assessment indicators, compounded by insufficient regional coordination and weak incentives for Porto Metropolitan Area municipalities to align their efforts. Political and administrative reforms that enhance the regional role of the Regional Coordination and Development Commissions while strengthening the Porto Metropolitan Area and recognising functional territories such as Porto’s functional city, would help address these challenges.”

PT: “Este trabalho identifica as práticas de mitigação das alterações climáticas adotadas pelos municípios da Frente Atlântica do Porto (FAP), em Portugal — Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia —, comparando-as entre si e com as práticas de cidades internacionais de referência na mitigação das alterações climáticas. A análise comparativa abrangeu 55 cidades de referência da Europa e da América do Norte, cujas práticas de mitigação foram classificadas em cinco domínios comuns: Planeamento Urbano, Edifícios e Energia, Mobilidade, Resíduos e Água e Saneamento. O grau de alinhamento foi avaliado qualitativamente, através do enquadramento das práticas da FAP nesta classificação, com uma análise detalhada dos dois setores com maiores emissões: Edifícios e Energia e Mobilidade. A análise foi enquadrada nas estruturas de governação multinível da ação climática em Portugal. O trabalho adotou uma abordagem de estudo de caso, combinando entrevistas a figuras políticas relevantes (uma por município) com três grupos focais de especialistas, dedicados à Governação, aos Edifícios e Energia e à Mobilidade. Esta abordagem foi complementada com informação recolhida na literatura e em fontes documentais relevantes, incluindo o Índice de Sustentabilidade Municipal (ISM), de natureza quantitativa. Toda a informação foi triangulada para validar os resultados. Todos os municípios demonstram um compromisso ativo com a mitigação das alterações climáticas, implementando ações prioritárias que se encontram amplamente alinhadas com as das cidades de referência analisadas. O Porto destaca-se como o município mais proativo e ambicioso dos três. Contudo, os progressos são condicionados pela escassez de recursos financeiros, pela falta de dados e de indicadores de avaliação de impacto, bem como pela insuficiente coordenação regional e pela fragilidade dos incentivos à articulação dos esforços entre os municípios da Área Metropolitana do Porto. Reformas políticas e administrativas que reforcem o papel regional das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, fortaleçam a Área Metropolitana do Porto e reconheçam territórios funcionais, como a cidade funcional do Porto, poderão contribuir para ultrapassar estes desafios.”

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Concatedral de Miranda do Douro

A Catedral de Miranda do Douro surge no decurso da criação da Diocese em Miranda do Douro e respetiva elevação da vila a cidade no ano de 1545. O projeto insere-se na tipologia de Sés mandadas construir por D. João III, cujo investimento se reflete na escala da edificação, que se destaca entre a restante malha urbana. Com traça de Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda, as obras tiveram início em 1552. Deste período chegou ao presente o corpo da igreja, pelo que a fachada que hoje observamos resulta de uma campanha construtiva posterior. Classificada como Monumento Nacional desde 1910, é o símbolo maior de Miranda do Douro.