“‘Manchesterismo’: três lições para Portugal”, um artigo de opinião de José Pedro Reis

Pela sua pertinência, divulga-se um artigo do Dr. José Pedro Reis, Especialista em cidades, desenvolvimento económico e políticas públicas, e intitulado “‘Manchesterismo’: três lições para Portugal”.

Abaixo, transcreve-se o primeiro parágrafo::
“A recente ascensão de Andy Burnham a Primeiro-Ministro britânico depois de nove
anos à frente da Região Metropolitana de Manchester tem alimentado o interesse no
“manchesterismo”: a fórmula por trás do ressurgimento económico da região, que alia
objetivos económicos e sociais através de liderança forte, visão de longo prazo e uso
estratégico de soft power. Por iniciativa própria, Manchester construiu uma dinâmica
de descentralização que inspirou todo o Reino Unido – e oferece três lições a Portugal,
um Estado tão centralista como o britânico. (…)”

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Concatedral de Miranda do Douro

A Catedral de Miranda do Douro surge no decurso da criação da Diocese em Miranda do Douro e respetiva elevação da vila a cidade no ano de 1545. O projeto insere-se na tipologia de Sés mandadas construir por D. João III, cujo investimento se reflete na escala da edificação, que se destaca entre a restante malha urbana. Com traça de Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda, as obras tiveram início em 1552. Deste período chegou ao presente o corpo da igreja, pelo que a fachada que hoje observamos resulta de uma campanha construtiva posterior. Classificada como Monumento Nacional desde 1910, é o símbolo maior de Miranda do Douro.