É com profundo sentimento de perda e consternação que a Associação Círculo de Estudos do Centralismo (ACEC) participa o falecimento do seu Associado Fundador, o Mestre Armando Alves, aos 90 anos de idade.
Armando Alves nasceu em Estremoz em 1935, mas foi no Porto onde se estabeleceu desde a década de 50 e onde construiu um percurso académico e artístico de exceção. Antigo estudante da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), onde concluiu o curso de Pintura em 1962 com a nota máxima de 20 valores, sendo um dos protagonistas do renovador grupo “Os Quatro Vintes”, ao lado de Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues. A sua obra, marcada por um rigor estético e uma sensibilidade poética singulares, é um pilar da arte contemporânea nacional.
Para além do seu legado artístico e da sua distinta carreira docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Armando Alves foi uma voz ativa e lúcida na reflexão sobre o território e a organização do país. Foi cofundador da Cooperativa Árvore, tendo sido condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito.
Para a ACEC, Armando Alves foi mais do que um artista de renome; foi um associado fundador que, com a sua sensibilidade e espírito crítico, sempre demonstrou uma preocupação profunda com o desenvolvimento harmonioso e equilibrado do país, valores que a nossa Associação defende.
Portugal perde um dos seus grandes mestres, mas o seu legado, que evoluiu do neorrealismo para o abstracionismo e que hoje habita as mais importantes coleções nacionais, permanecerá como testemunho eterno do seu génio.
Miranda do Douro, 15 de maio de 2026
A Direção da Associação Círculo de Estudos do Centralismo

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