“Quem defende “o resto do país”?”, um artigo de José A. Rio Fernandes no JN

Divulga-se um artigo do Prof. José Alberto Rio Fernandes, Professor Catedrático na Universidade do Porto, no Jornal de Notícias (JN) e intitulado Quem defende “o resto do país”?.

No primeiro parágrafo, pode ler-se:
“No final do século passado, com o PIB a crescer 3% ao ano, tivemos a Expo98. Ao contrário do que tinha acontecido em Espanha – onde os eventos foram distribuídos pelo país (Expo em Sevilha, Jogos Olímpicos em Barcelona, Jubileu em Compostela e Capital Europeia da Cultura em Madrid) – apenas o Porto (de Fernando Gomes) foi então compensado pelos avultados investimentos na parte oriental de Lisboa (com pavilhão de espetáculos, oceanário e uma ponte gigantesca, anos depois do Centro Cultural de Belém). No Porto, o investimento público veio associado à celebração da Capital Europeia da Cultura (em 2001) e incluiu a Casa da Música e a modernização de vários outros equipamentos, além de espetáculos e obras, especialmente intensas na Baixa. A que se somou a modernização do aeroporto (1999) e o lançamento do metro (2002). (…)”

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Concatedral de Miranda do Douro

A Catedral de Miranda do Douro surge no decurso da criação da Diocese em Miranda do Douro e respetiva elevação da vila a cidade no ano de 1545. O projeto insere-se na tipologia de Sés mandadas construir por D. João III, cujo investimento se reflete na escala da edificação, que se destaca entre a restante malha urbana. Com traça de Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda, as obras tiveram início em 1552. Deste período chegou ao presente o corpo da igreja, pelo que a fachada que hoje observamos resulta de uma campanha construtiva posterior. Classificada como Monumento Nacional desde 1910, é o símbolo maior de Miranda do Douro.